Você é muita luz para minhas frágeis asas
que se machucam constantemente
ao rodopiar nesses vôos insanos,
de êxtases nunca experimentados.
E eu sou uma mariposa qualquer,
de um brejo qualquer,
que um dia se aventurou mais para o alto
e ficou pra sempre cativa
de uma luz nunca antes vislumbrada
em seus sonhos, de quem se encantava
com aquela luz refletida na água
e com o luzento brilho dos grilos.
Jamais conseguirei fugir a essa intensidade,
mesmo sentindo queimarem-se a cada dia,
um pouco de minhas asas.
E morrendo por tal amor alucinado,
ainda assim terá valido a pena.
Pois quem seria eu voando pelo brejo inteira,
mas, sem ti, voando inútil e incompleta?
quinta-feira, 5 de julho de 2007
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