terça-feira, 17 de julho de 2007

Eu me ofereço em holocausto, ó mãe Poesia,
e a ti entrego o fruto dessa insanidade
que a simples existência em cada ser engendra!
Em combustão de átomos fulguram,
os sentimentos tão arrebatados,
pairando acima dos deslizes torpes,
presas nas mãos minúsculas certezas.
Eu me ofereço em holocausto, ó mãe Poesia:
rouba de mim a INQUIETAÇÃO, a DOR,
a PERPLEXIDADE,
e leva ao macrocosmo meu brado microforme!

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