Quem não se tenta por um amor bandido
que lhe faça feridas fundas,
em êxtases enlouquecidos?
Quem não deseja ser arrebatada,
ser posta do avesso,
Em doidos momentos de suor gelado?
Medos, tremores, ânsias
na semi-obscuridade inebriante entre paredes.
Cetins, veludos, voiles,
maravilhas dos sentidos arrebatados.
Quem não sonha com esse fogo
queimando sem machucar,
com as labaredas exultando ao redor dos corpos?
Festim dos deuses, gosto de saliva ácida.
Nesse paraíso demoníaco quero estar,
comendo do fruto agri-doce do desconhecido.
Lambendo as feridas das batalhas,
sorvendo o ar a plenos pulmões.
Esse é o amor sem preceitos,
amor marginal e proscrito,
habitante de escuras cavernas,
guardado sob trancas atentas.
ELe está em nós como as asas nas aves,
ele espera ser procurado,
aguarda nosso chamado.
É ele o eterno fogo sagrado das paixões,
princípio e fim num só estremecimento.
Palavra definitiva na doce vibração do tempo
que se eterniza em si mesmo...
sábado, 26 de maio de 2007
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