sábado, 9 de junho de 2007

CÉU DE MAIO

[ e que buscavas en la noche outonal, un norte a seguir, una constelación pqueña de estrellas muy luminosas? La perdeste de vista? Pero ella se queda al firmamento para que la observes en el mejor momento, a mediados de mayo, ella se queda al firmamento para ser vista por ti...]



O que procuras neste céu de maio
em olhares cravados feito lobo faminto na escuridão?
Te espreita qual indagação que queres respondida,
sabendo desde já tarefa vã?
Se em teu interno firmamento cheio de pontos luminosos,
em explosões tiveste tudo escrito
e não encontraste respostas,
que poderão dizer-te as estrelasem constelações bordadas?
Se de tua alma rebrilhando em êxtases
insistes em não ver a chama?
Que buscas fora, la no firmamento escuro
que já não foi-te exposto qual visões?
Talvez procures alcançar a Nêmesis,
da morte a estrela, anunciada em medos,
já que te move um sentimento obscuro.
Deixa falarem os teus firmamentos
em sua voz mais doce acalmando as dores!
Deixa que gritem pra afastar a morte
e façam coro com a voz dos anjos.
Verás na noite do teu peito amargurado
surgir então entre magia e susto
canções brilhantes, abrandando arestas.
Escuta bem, não digas não ainda,
e ouvirás tal brilho e ainda verás sons tantos,
pois é infinito o nosso ser profundo.
E de escuro e frio em horas aziagas
em claro dia pode vir a se tornar,
pois como à noite sempre segue um novo dia,
assim os teus pesares tristes,
amanhecidos em brancos lençóis
suave cambraia, doce lírio das madrugadas,
chuvas de estrelas mansamente levarão.

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